Uma discussão envolvendo o valor da conta de água terminou em agressões físicas, registro policial e no cancelamento de uma vistoria técnica da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) em um condomínio de Samambaia Norte, no Distrito Federal.
As imagens mostram a síndica discutindo com a filha de uma das moradoras quando, em seguida, a mãe surge por trás e passa a agredi-la com puxões de cabelo e tapas. Segundo relato da síndica, as agressões continuaram do lado de fora do condomínio, no estacionamento, e só cessaram após a intervenção de terceiros.
A síndica afirma que foi atacada pelas costas, teve parte do cabelo arrancado e sofreu ferimentos no rosto. “Estou desprotegida no meu próprio condomínio. Apenas estava cumprindo meu dever como síndica”, declarou. O tumulto ocorreu durante uma visita técnica da Caesb, que avaliaria a individualização da conta de água, procedimento que acabou sendo cancelado em razão da confusão.
De acordo com a gestora, a insatisfação das moradoras com a administração do condomínio e com a prestação de contas teria motivado o conflito. O caso foi registrado na 26ª Delegacia de Polícia, onde um processo judicial já está em andamento. As moradoras envolvidas alegam agressão mútua e afirmam que irão recorrer à Justiça para esclarecer os fatos.
Diante da gravidade da situação, o presidente do Instituto Nacional de Condomínios e Cidades Inteligentes (INCC), Paulo Melo, manifestou solidariedade à síndica e alertou para a crescente violência contra gestores condominiais. “É inadmissível que síndicos, que exercem uma função de interesse coletivo, sejam agredidos física ou moralmente no exercício do seu mandato. O INCC se solidariza com essa síndica e com todos os gestores que enfrentam situações de ameaça e violência. Defender o síndico é defender a boa gestão, o diálogo e o cumprimento da lei”, afirmou.
A diretora jurídica do INCC, Priscila Pedroso, também se pronunciou e ressaltou que agressões não podem ser toleradas em nenhuma circunstância. “Conflitos condominiais devem ser resolvidos por meio do diálogo e dos instrumentos legais adequados. A agressão física é crime e precisa ser tratada com o rigor da lei. O INCC acompanha com preocupação casos como esse e reforça que síndicos não estão sozinhos, contando com respaldo jurídico e institucional”, destacou.
O INCC reforça a importância do respeito às decisões tomadas em assembleia, do uso dos meios legais para contestação de atos administrativos e da proteção aos síndicos, que frequentemente atuam sob forte pressão, mas exercem papel essencial para a organização e o bom funcionamento dos condomínios.
Crédito: https://www.incc.com.br/2026/01/sindica-denuncia-agressao-em-condominio.html


