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Laudo revela que mulher não havia se alimentado antes de morrer por suposto engasgo em Samambaia

Amigos e parentes de Elaine Vieira de Jesus Dias de Oliveira (foto em destaque), 35 anos, contaram à polícia que ela vivia um relacionamento abusivo com Marcus Renato de Sousa da Silveira, 44. O artesão e técnico de informática foi preso temporariamente nessa segunda-feira (17/7), suspeito de ter participação na morte da companheira, em 22 de março de 2023.

Inicialmente, o caso era tratado como morte acidental por engasgo. Agora, no entanto, a polícia investiga o ocorrido como possível feminicídio.

A nova hipótese da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) surgiu após o laudo de exames periciais apontarem a presença de hematomas no joelho, no cotovelo e no pescoço de Elaine. O documento verificou, ainda, a ausência de elementos geralmente observados no organismo em casos de morte por engasgo.

Marcus Renato e Elaine tiveram um relacionamento de nove meses. Os dois moravam em Samambaia Norte, e ela estaria na casa do companheiro quando teria se engasgado com um pedaço de carne e morrido.

O andamento das investigações teve uma reviravolta após o resultado da necropsia indicar morte por possível estrangulamento. “Ela tinha lesões no joelho, cotovelos e coxa, mas o que mais chamou a atenção foram as marcas no pescoço, condizentes com esganadura. Talvez, isso a tenha levado a ter dificuldade respiratória”, afirmou o delegado-chefe da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), Fernando Fernandes, à frente das investigações.

O documento atestou, ainda, que Elaine não sofreu lesão no esôfago, o que é comum em casos de engasgo, e concluiu que ela não tinha consumido alimento pouco antes de morrer. Além disso, no momento em que Elaine chegou ao Hospital Regional de Samambaia (HRSam), ela não tinha obstrução das vias aéreas. O suposto pedaço de carne que teria provocado o acidente havia sido apresentado para um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), segundo depoimento do suspeito à polícia.

Discussão em casa

Marcus Renato relatou que Elaine saiu da casa dele depois de os dois terem tido uma discussão, por volta das 12h de 22 de março. “Algumas testemunhas falaram sobre um relacionamento abusivo e agressivo, em que ele costumava xingá-la”, comentou Fernando Fernandes.

À noite, o técnico de informática ligou para a então companheira, mas um homem teria atendido o celular dela. Então, Marcus Renato pediu para iniciar uma chamada de vídeo com Elaine e, de acordo com o que conta, a viu seminua em um sofá.

“Marcus se identificou como namorado dela durante a chamada, e esse outro homem disse acreditar que ela estava solteira. Tão logo soube dessa situação, o namorado pediu um Uber para que ela voltasse para casa dele”, detalhou o delegado.

Depois desse contato, Elaine teria voltado para a casa de Marcus Renato alcoolizada, segundo o depoimento do investigado. O casal teria feito uma refeição e, nesse momento, ela, supostamente, se engasgou com um pedaço de carne.

O técnico de informática relatou à polícia que tentou salvar Elaine, mas não teve sucesso e acionou o Samu. Ela foi levada para o HRSam com vida, mas não resistiu. Elaine deixou um filho de 2 anos, de um relacionamento anterior.

Histórico de violência

Uma testemunha ouvida pela polícia disse que, entre 20 e 22 de março, ligou para Elaine, por estar preocupada. “Por telefone, [a pessoa depoente] teria ouvido a amiga pedir ou gritar para o autor parar de agredi-la, o que corrobora com a investigação sobre feminicídio”, afirmou o delegado.

Marcus Renato tinha, ainda, um boletim de ocorrência registrado contra ele, em 2020, por uma ex-companheira que o denunciou por crime de violência doméstica.

No âmbito das investigações mais recentes, a Justiça autorizou busca e apreensão na casa do suspeito, bem como a quebra de sigilo dos dados dos aparelhos eletrônicos dele.

Para amigos e parentes de Elaine, Marcus Renato era uma pessoa agressiva. Um dia após a morte da namorada, a mãe e a irmã dela registraram boletim de ocorrência contra o suspeito, por tentativa de invasão a domicílio.

“Ele foi no condomínio em que a mãe da Elaine mora e tentou se passar por síndico, para entrar no apartamento dela. Ele não conseguiu, mas danificou a porta, além de ficar xingando e gritando no local. Não sabemos ainda o intuito dele, se era recuperar algum objeto ou intimidar familiares e amigos [da namorada]”, completou o delegado-chefe da 26ª DP. 

Agora, a polícia tenta localizar uma suposta vizinha que teria sido chamada por Marcus Renato para limpar o apartamento dele após a morte de Elaine.

Fonte: Metropoles

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