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Revitalizações superficiais não resolvem problemas graves no Hospital Regional de Samambaia

Apesar das recentes melhorias anunciadas, o Hospital Regional de Samambaia (HRSam) continua enfrentando desafios significativos que comprometem a qualidade do atendimento prestado à comunidade, garantem moradores da cidade. Embora as reformas no centro cirúrgico, cozinha, refeitório e corredores sejam divulgadas como marcos dos 20 anos da unidade, a realidade interna é bem diferente.

A inauguração da primeira fase, que ampliou o refeitório para servidores, pode dar a impressão de que o hospital está evoluindo, mas a verdade é que essas mudanças são apenas paliativas. A situação no HRSam permanece crítica, com a capacidade operacional comprometida e uma série de problemas urgentes não abordados pelas reformas anunciadas.

Embora a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, esteja otimista com o crescimento do hospital ao longo dos anos, é importante destacar que o progresso em infraestrutura não é suficiente para resolver as questões cruciais. As melhorias limitadas não compensam a falta de investimentos adequados em recursos humanos, medicamentos, insumos e tecnologias. A equipe do HRSam está sobrecarregada, com uma demanda crescente de pacientes e um quadro de funcionários insuficiente para atender a todas as necessidades.

“Embora as melhorias anunciadas sejam positivas, ainda enfrentamos uma realidade preocupante no Hospital de Samambaia. A demora no atendimento e algumas vezes a falta de médico para várias especialidades só diminui o tamanho daquele lugar, porque deixa de atender casos até graves”, Renata Oliveira, residente de Samambaia.

“Até que enfim fizeram umas mudanças por lá, mas só isso não resolve, mano. Precisa é de mais médico, mais atendimento rápido e de qualidade. Tem que investir mesmo, senão a gente fica na mão quando mais precisa”, Carlos Souza, paciente do HRSam.

Além disso, as reformas não abordam os problemas estruturais que afetam diretamente a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população. O sistema de triagem e a gestão dos recursos disponíveis também carecem de aprimoramentos significativos.

É imprescindível que sejam realizados investimentos substanciais para enfrentar os desafios atuais do HRSam. A falta de leitos, a demora no atendimento e a deficiência na prestação de serviços essenciais, como exames e cirurgias, são questões que não podem ser ignoradas.

Enquanto as reformas são anunciadas como uma celebração dos 20 anos do hospital, é fundamental que a realidade seja reconhecida: o HRSam enfrenta graves problemas estruturais e precisa de um compromisso sério para garantir um atendimento de qualidade à população de Samambaia e região.

O que dizem as autoridades

“O que mais me dá alegria é olharmos para trás e vermos o crescimento do Hospital Regional de Samambaia”, afirma a gestora, que é ginecologista e atuou no HRSam nos primeiros anos de funcionamento. Lucilene Florêncio explicou que as melhorias em curso foram possíveis por conta dos investimentos que têm sido realizados em toda a rede da Secretaria de Saúde. “Nós temos trabalhado diuturnamente para entregarmos melhorias”, destaca, ressaltando os investimentos em medicamentos, insumos, tecnologias e infraestrutura predial.

De acordo com o diretor do HRSam, Luiz Claudio Agnello, o refeitório de servidores foi ampliado de 20 para 66 vagas, uma medida necessária por conta do reforço do quadro de funcionários, principalmente após a inauguração do anexo inicialmente chamado de “hospital acoplado”, em 2021, durante a fase mais crítica da pandemia de covid-19. Hoje, são cerca de 1.500 servidores para realizar serviços de atendimento de urgência e emergência, clínica médica, ginecologia e obstetrícia, exames de radiografia e ecografia, mastologia, cirurgia geral, cirurgia ginecológica e exames diversos, dentre outras atividades. O HRSam também conta com um banco de leite.

“São mais de 20 anos recebendo a população de Samambaia e do Entorno”, acrescentou o diretor. Ele destacou o número de cirurgias realizadas no HRSam, chegando a três mil por ano. Além disso, a unidade tem atuado como retaguarda para as unidades de pronto atendimento e, junto com o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), compõem a Região de Saúde Sudoeste, uma área onde há a coordenação de mais de cem unidades da Secretaria de Saúde.

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